A Evolução dos serviços de streaming no Audiovisual e na Música

A rápida evolução dos serviços de streaming tem apresentado ao público muitas possibilidades de acesso a conteúdos digitais, como filmes e séries. Obras que antes só poderiam ser consumidas pela televisão e pelo cinema (ou por downloads em sites não muito confiáveis), se expandiram de forma mais efetiva para o mundo digital e hoje são uma das maiores formas de consumo de mídia e cultura. Esta expansão não foi exclusiva ao audiovisual. O streaming de músicas também foi facilitado por aplicativos e sites que surgiram na última década. Mas como se estabeleceu a popularidade dos serviços de streaming?


A tecnologia do streaming já havia sido testada nos anos 90 com pequenas transmissões individuais de alguns shows e jogos esportivos na internet. Porém podemos identificar o começo de testes com a ideia de plataformas dedicadas ao streaming em meados de 2006 e 2007, quando já se iniciavam alguns serviços como o Spotify e a Netflix, ambas hoje consagradas como grandes nomes em suas respectivas áreas de atuação.


Apesar de hoje não ser possível imaginar o consumo de conteúdos sem a possibilidade dos streamings e da sensação de que esta tecnologia está presente há muitos anos, a verdade é que, tanto no campo do audiovisual quanto no campo da música, as plataformas só ganharam impulso de verdade no início dos anos 2010. A Netflix era inicialmente um serviço online de aluguel e entrega de DVDs que eventualmente incorporou o serviço de streaming de vídeos. Mas em 2011, além de decidirem se dedicar exclusivamente aos streamings, a série House of Cards se tornou a primeira obra original da plataforma após ter sido rejeitada por diversos canais de TV. No mesmo ano, o Spotify atingiu a marca de 10 milhões de músicas em seu banco de dados e se expandiu para os EUA, o primeiro país fora da Europa a aceitar o serviço e um dos que atualmente mais utilizam a plataforma. Outros serviços de streaming como a Hulu, a Amazon e a Apple Music foram surgindo nesta época e, atualmente, vemos diversas possibilidades de assinaturas em serviços de streaming.


Mas porque o público se sentiu atraído pela opção do consumo online? Primeiramente, com o eventual aumento na acessibilidade de internet e de aparelhos eletrônicos, a oferta de ter milhões de conteúdos em um só lugar com a facilidade de não sair de casa e ao mesmo tempo poder ser acessada de qualquer lugar apresentou vantagens aos consumidores. A facilidade do algoritmo, a organização dos catálogos, a rapidez. Além disso, o consumo não depende de horários estabelecidos pela plataforma como acontece na televisão e nas rádios, e não é preciso assistir ou ouvir comerciais durante a programação. No caso do audiovisual, em contraponto à TV, os valores de assinatura dos streamings é nitidamente mais acessível do que os valores de planos de operadoras que, em suas ofertas mais baratas, ainda atingem valores de $90 às $100 reais por mês em comparação por exemplo aos atuais $45,90 da Netflix em seu plano mais caro. Mesmo para os distribuidores de conteúdo, a ideia de produzir séries e filmes para plataformas de streaming se tornou vantajosa. Não ter executivos de TV tentando encaixar o produto em um formato de emissora aumenta a liberdade criativa, a maior acessibilidade resulta em menos pirataria, e o barateamento das produções também facilita a execução de projetos que não poderiam ser bancados por canais de TV. Para os músicos, o streaming é mais efetivo na divulgação de músicas e na monetização, além de também baratear o consumo.


Isso tudo não significa que os outros serviços de consumo estejam obsoletos. Ainda assistimos TV, ainda ouvimos rádio, ainda vamos ao cinema, ainda compramos CDs e DVDs. Cada formato oferece vantagens e desvantagens que se encaixam nas necessidades que queremos suprir. Mas é indiscutível o impacto que os serviços de streaming tiveram no consumo de conteúdo. Ao invés de vê-los como uma ameaça, é mais efetivo vê-los como aliados, mas também como desafios. Se os streamings estão dominando o mercado, como podemos inovar e manter os diferentes formatos relevantes? É possível dividir a atenção dos consumidores? Basta ouvi-los.


E você, assina algum serviço de streaming? Quais as vantagens e desvantagens desse novo formato? Compartilha com a gente a sua opinião!



REFERÊNCIAS


https://canaltech.com.br/entretenimento/era-do-streaming-158455/


https://exame.com/revista-exame/como-a-revolucao-do-streaming-mudou-os-negocios-das-tvs/


https://www.techtudo.com.br/noticias/2020/12/relembre-a-evolucao-do-streaming-de-video-e-musica-entre-2010-e-2020.ghtml


https://www.tecmundo.com.br/amp/netflix/118311-historia-netflix-pioneira-streaming-video.htm


https://www.tecmundo.com.br/mercado/131633-historia-spotify-revolucao-do-streaming-musica-video.htm



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